sábado, 27 de novembro de 2010


Eu, pessoas, mentiras, (falta de) atitudes, avenidas, tempo, você.






(Dena, 2010)

quarta-feira, 24 de novembro de 2010


É como estar morrendo de sede e ter um copo de água gelada bem na minha frente.
Mas cuidado - apenas um gole é permitido.


(Dena, 2010)

terça-feira, 23 de novembro de 2010


Pick a star on the dark horizon
and follow the light.
You'll come back when it's over, no need to say goodbye.

I'll come back when you call me, no need to say goodbye.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010


Vem, por favor não evites
Meu amor, meus convites
Minha dor, meus apelos
Vou te envolver nos cabelos
Vem perde-te em meus braços
Pelo amor de Deus.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010


Vindo de você, as coisas adquirem um significado diferente, (im)puro, profano.
Eu gosto.
Vem.


(Dena, 2010)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010


O que foi não mais existe; existe exatamente tão pouco quanto aquilo que nunca foi. Mas tudo que existe, no próximo momento, já foi. Consequentemente, algo pertencente ao presente, independentemente de quão fútil possa ser, é superior a algo importante pertencente ao passado; isso porque o primeiro é uma realidade, e está para o último como algo está para nada.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010


Cores, cheiros e sabores.
Tudo isso guardado - talvez não intacto -pra quando você chegar.


(Dena, 2010)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


Ao conservares até hoje
antigos hábitos da época onde tudo era feliz,
como posso acreditar
no que fazes meus ouvidos escutarem?



(Dena, 2010)

sexta-feira, 5 de novembro de 2010


E agora que está tudo preto,
eu gostaria de girar a maçaneta
para abrir essa porta inexistente.
Eu deveria acordar,
mas talvez vá ficar presa
por mais um tempo nesse pesadelo.

“Deu vontade de ficar mais tempo junto,
deu vontade de levar essa história até o fim -
e eu não tenho a menor idéia do que você pensa a respeito,
a gente não conversa sobre isso,
só fica fazendo uma linha nada-tem-muita-importância,
ou algo assim.”

- Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010


Tenho medo de parar e medo de avançar;
Tenho medo de amarrar e medo de quebrar;
Tenho medo de exigir e medo de deixar;
Medo que dá medo do medo que dá.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010



Dilma foi eleita. E para a desgraça de quem nasceu na Região NE, a culpa é toda nossa. Sim, nós somos os responsáveis não só pela eleição de Dilma Rousseff, como somos responsáveis por todos os males que existem no país.


Os Nordestinos, esse povo remelento, faminto, mal-educado, aidético e ignorante, são responsáveis pelo Brasil ser o país horrível que é. Afinal, foram os nordestinos que elegeram Tiririca como o Deputado Federal mais votado de SP. Também fomos nós nordestinos os responsáveis por colocar Clodovil e Paulo Maluf (de novo) na Câmara dos Deputados.

Foram nordestinos os culpados pela morte do João Hélio, foi um nordestino quem arremessou a menina Isabela pela janela de um edifício, nordestinos comandam o tráfico no rio e o PCC em São Paulo.

Os buracos nas estradas? São tapados de dia pelo governo e abertos à noite pelos nordestinos. Os baixos níveis educacionais nas classes pobres do sul/sudeste é culpa dos nordestinos. Adolescentes e jovens de classe média alta se drogando, fumando, bebendo e pegando AIDS são culpa dos nordestinos também. Aliás, acho que os nordestinos criaram a AIDS.

Vamos separar o NE do resto do Brasil. Isso vai resolver todos os problemas. Chega dessa gente fedorenta e apodrecida perto de mim. Afinal de contas, quem são os verdadeiros brasileiros senão descendentes de nórdicos de olhos claros e nobres de pele clara e sangue azul?


É amigos, eu só lamento se você tem orgulho de ter nascido num determinado pedaço de chão separado por uma linha imaginária. Não sei se vocês sabem, mas a fronteira não existe de verdade. Não há uma linha pontilhada dizendo "aqui é o NE" demarcando o chiqueiro do país. A separação, a linha pontilhada está na sua cabeça.


Orgulho de ser nordestino? Eu não tenho. Eu não escolhi nascer aqui. Que opção eu tive? Por que me orgulhar de ser estatística em uma convenção geográfica? Mas menos orgulho ainda eu tenho é de ser brasileiro.


Se já é chato ser rotulado de nordestino, aidético, morto de fome, mal-educado, ignorante, sujo e o escambau, mil vezes pior é ser chamado de brasileiro, pois isso me faz ser mesquinho, mentiroso, racista, preconceituoso, mal-agradecido, criminoso e outros adjetivos menos louváveis ainda.

Olhando assim, separar o NE nem parece ser tão má idéia.



créditos: http://www.cademeudorflex.com/2010/11/culpa-e-do-nordeste.html